
O casamento homossexual tem sido alvo de grandes contestações e de fortes correntes contra e a favor na sociedade actual. No parlamento discutiu-se e no palácio de Belém pediu-se a revisão desta situação na constituição portuguesa. No entanto, legal ou não, a opinião pública diverge em muito e são cada vez mais as opiniões formadas pelo povo português. Para sabermos um pouco mais sobre esta questão fomos à comunidade universitária perceber até que ponto é ou não aceitável o casamento homossexual.
Qual é a tua opinião sobre as relações homossexuais?
1. Mafalda Ferreira, 19 anos, Ciências da Comunicação - Na minha opinião, as relações homossexuais actualmente devem ser encaradas como qualquer outro tipo de relações. Os tempos mudaram e as mentalidades devem acompanhá-los. Foi com esta evolução das relações humanas que as relações homossexuais se fizeram denotar. Talvez já existissem antes de se tornarem tão conhecidas, mas devido ao seu significado tão pejorativo eram consideradas como algo não aceite totalmente pela sociedade. Hoje em dia, a política tomou esta questão como pública e criou uma legislação aplicável a este tipo de relações, o que facilitou a aceitação por parte da sociedade – o papel da política neste assunto foi muito importante para que os homossexuais não se tornassem indivíduos socialmente excluídos.
2. Marta Rodrigues, 19 anos, Arqueologia – Acho bem que seja aprovado o casamento homossexual, não por ser lésbica, mas porque acho que todos temos os mesmos direitos. É uma coisa lógica.
3. Pedro Jesus, 21 anos, Engenharia Civil – Sinceramente não concordo. O casamento é para ser feito entre homem e mulher. É uma tristeza autorizarem coisas destas cá em Portugal.
De acordo com o nosso estudo, as opiniões divergem. Muitos são aqueles que apoiam a aprovação do casamento homossexual e tantos são aqueles que mostram o seu desagrado perante a situação. No entanto, como a opinião pública não conta para esta decisão, pode-se dizer que, independentemente da escolha, haverá sempre opiniões contestatárias.
A definição exacta de Casamento varia historicamente e entre as culturas, mas na maioria dos países é uma união socialmente sancionada entre um homem e uma mulher (com ou sem filhos) mediante comunhão de vida e bens.
Em Portugal, para quem não sabe, a definição de Casamento é o vínculo estabelecido entre duas pessoas, mediante o reconhecimento governamental, religioso ou social e que pressupõe uma relação interpessoal de intimidade, cuja representação arquetípica são as relações sexuais, embora possa ser visto por muitos como um contrato.
Um Casamento Religioso ou Matrimónio Religioso é uma celebração em que se estabelece o vínculo matrimonial segundo as regras de uma determinada religião ou confissão religiosa. Este submete-se somente às regras da respectiva religião e não depende, segundo a religião em que celebra, do seu reconhecimento pelo Estado ou pela lei civil para ser válido.
O Casamento Civil é um contrato entre o estado e duas pessoas tradicionalmente com o objectivo de constituir família.
União de facto é um instituto jurídico que regulamenta a convivência entre duas pessoas sem que a mesma seja oficializada de alguma forma (como, por exemplo, através do casamento civil).
É visível a diferença nas definições entre países: em Portugal, consta apenas a união entre duas pessoas, não havendo portanto qualquer indicação referente ao sexo das pessoas em causa; já na Inglaterra, por exemplo, na definição exacta há referência ao sexo, fazendo jus ao seu significado na língua inglesa “união entre duas pessoas de sexos diferentes (…)”. Sendo isto um passo para o esclarecimento desta problemática, Portugal está a caminho de se tornar o oitavo país que aprova o casamento homossexual, apenas excluindo a hipótese de adopção por estes casais.
E tu, concordas? Dá a tua opinião!
